Este blog, criado em janeiro de 2007, é dedicado à minha filha Flavia e sua luta pela vida. Flavia vive em coma vigil desde que, em 06 de janeiro de 1998, aos 10 anos de idade, teve seus cabelos sugados pelo sistema de sucção da piscina do prédio onde morávamos em Moema - São Paulo. O objetivo deste blog é alertar para o perigo existente nos ralos de piscinas e ser um meio de luta constante e incansável por uma Lei Federal a fim de tornar mais seguras as piscinas do Brasil.

Ubá - MG. Ralo de piscina suga cabelo de jovem de 22 anos

- 22 de setembro de 2016
(Foto meramente ilustrativa)

Um ralo sem a tampa de proteção ou anti aprisionamento, certamente oferece perigo a qualquer usuário de piscina

"Uma jovem de 22 anos se afogou no início da tarde desta segunda-feira (19) no Bairro Bom Pastor, em Ubá. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o cabelo da vítima ficou preso e foi sugado pelo dreno do sistema de limpeza de uma piscina na casa da garota.

A vítima foi socorrida pelos familiares, que acionaram os bombeiros. Segundo a tenente Priscila Adonay, a jovem teve grau três de afogamento.

Ainda de acordo com os Bombeiros, a vítima foi levada inconsciente e em estado grave para o Hospital Santa Isabel. O G1 entrou em contato com a unidade para saber mais informações, porém, o hospital informou que não pode repassar estes dados sem autorização da família."

Texto copiado na íntegra do site G1

Coloquei a foto acima porque sei que quando há sucção do ralo, é porque este estava sem a tampa de proteção ou anti aprisionamento. E vejam que até adultos podem ter os cabelos ou qualquer outra parte do corpo sugado pela forte sucção dos ralos das piscinas. 

De novo: Evitando escaras em pessoas acamadas ou com mobilidade reduzida

- 21 de setembro de 2016
Flavia sentada na sala, em sua cadeira de rodas

Tendo em vista eu ter uma filha que vive em coma há mais de 18 anos, continuo a receber inúmeros e-mails me perguntando como cuidar de escaras em pessoas acamadas. Como me é difícil responder cada e-mail individualmente, este post destina-se a  responder às questões dessas pessoas, lembrando que não sei como tratar escaras e sim como evitá-las, já que Flavia nunca teve escaras.

Mesmo vivendo em coma, Flavia não fica o dia todo na cama. Após a fisioterapia diária, ela é colocada na cadeira de rodas adaptada para ela e fica na sala, obviamente acompanhada de uma  auxiliar ou técnica de enfermagem. E como a cadeira de rodas de Flavia é stand up, ela é colocada em pé por meia hora. Portanto, todos os dias, são duas horas e meia sentada e meia hora em pé. Se o dia estiver bonito descemos com ela para o jardim do prédio, por uma hora para que ela tome um pouco de sol e tenha contato com o ambiente externo. Ao todo, Flavia fica na cadeira de rodas, por três horas, não mais do que isso. Ao ser recolocada na cama, Flavia fica  na posição lateral, para descansar o corpo do tempo em que na cadeira, ficou na mesma posição. A cada duas horas faz-se nova mudança de posição e se confere se tudo está em ordens com as roupas. Se por  algum motivo Flavia tem que permanecer na cama, a higiene do corpo e das roupas pessoais e de cama é feita com cuidado e carinho, de forma que ela permaneça limpinha e confortável. 

A fim de se evitar escaras em pessoas acamadas ou com mobilidade reduzida, além da  cuidadosa higiene e da mudança constante de decúbito, a alimentação balanceada também ajuda muito. Importante também é cuidar da hidratação da pele.Já usei vários tipos de óleo para hidratar a pele de Flavia, que compro em farmácias ou em casas de produtos hospitalares. No momento, estou usando na pele dela, óleo de coco extra virgem e orgânico que tem se mostrado bastante eficaz.

É preciso levar em conta que os idosos têm pele mais sensível e por isso mesmo são mais propensos à formação de escaras, assim sendo, é preciso redobrar os cuidados com a pele dessas pessoas, se estiverem acamadas ou permaneçam por longos períodos na mesma posição.

No mais, é bom sempre lembrar que o amor é terapêutico. Não basta cuidar, é preciso cuidar com amor.

Um abraço a todos e até o próximo post. 

ASALVO da Colômbia, conscientizando para o perigo das piscinas

- 30 de maio de 2016


Na Colômbia, a Lei de Segurança nas Piscinas já é uma realidade. No Brasil, onde se busca essa tão importante Lei desde 2007, essa lei ainda não existe. E enquanto isso de vez em quando mais uma criança morre por falta de segurança nas piscinas de nosso país.

Menino que foi sugado na piscina durante aula de natação, em São Paulo, segue na UTI

- 15 de maio de 2016
Piscina do Conj.Aquático onde ocorreu o acidente, em São Caetano do Sul, SP
A notícia completa pode ser lida no site do G1

O acidente ocorreu nesta quinta-feira dia 12/05. O garoto de 7 anos se afogou porque foi sugado pelo ralo da piscina durante aula de natação. E se houve sucção do ralo, houve falha na segurança da piscina. Claro que quando há crianças nas piscinas, deve haver supervisão dos adultos,  mas tragédias anteriores têm mostrado que a sucção dos ralos das piscinas quando correm, tamanha é a força que ninguém consegue livrar a vítima.

Temos visto ocorrer acidentes graves e fatais nas piscinas do Brasil, sem que a Lei Federal para Segurança nas Piscinas, seja aprovada e colocada imediatamente em funcionamento. Falta atenção dos políticos para esta Lei tão importante em nosso país. E falta também, infelizmente, por parte dos proprietários e administradores de piscinas, a  conscientização de que manter suas piscinas funcionamento dentro de um alto  padrão de segurança é obrigação sua e direito do usuário. 

São tantos os projetos de Segurança nas Piscinas colocados na Câmara para aprovação,  que não vale a pena voltar no tempo e nem relembrar o desgaste que tem sido reivindicar essa Lei,  seja em viagens que fiz à Brasilia, seja por telefonemas e e-mails que enviei, quase sempre sem respostas. Atualmente existe em tramitação  o projeto 087/2014, aguardando ainda que seja nomeado um relator. Esse projeto tem o mérito de remeter à norma 10339 da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, norma essa que foi recentemente atualizada, e que menciona por exemplo, a necessidade das piscinas terem portões auto travantes e instalados dispositivos de segurança que evitam a sucção dos ralos. 

O  projeto anterior a este  mencionado acima tinha sido rejeitado lá em Brasilia pelo Senador Dário Berger, alegando ele ser o texto "excessivamente técnico". Ora, com o projeto 087/2014, esse argumento  desaparece já que  o texto desse novo projeto menciona que deve ser seguida a norma  10339 da ABNT.

O que falta então para a Lei Federal de Segurança nas Piscinas ser aprovada e colocada imediatamente em funcionamento?! Senhores de Brasilia que têm o poder de aprovar Leis, o que está faltando é atenção e urgência por parte dos senhores para com um assunto de extremo interesse público que a segurança nas piscinas de todo o Brasil. Enquarto os senhores não tomarem providências imediatas para a aprovação e funcionamento adequado da Lei de Segurança nas Piscinas, as tragédias que temos visto ocorrer no nosso pais, continuarão  a matar pessoas, principalmente crianças. São poucas as crianças que têm a sorte de sobreviver a um acidente tão devastador quanto é este causado pela sucção dos ralos das piscinas. E quando sobrevivem senhores, são com sequelas gravíssimas como é o caso de minha filha Flavia que há 18 anos vive em coma, desde que se afogou quando teve os cabelos sugados por um ralo de piscina que funcionava fora dos padrões de segurança. 

Acidentes  como esse que acabou de ocorrer com o  menino de 7 anos  em São Caetano do Sul, São Paulo e que está na UTI, são tragédias anunciadas. Esses afogamentos causados pela sucção dos ralos,   continuam e continuarão a ocorrer enquanto os senhores não aprovarem a Lei Federal de Segurança nas Piscinas. Como os senhores conseguem conviver com tamanho descaso com a vida humana?! Como conseguem senhores?! 



Santos em São Paulo tem Lei de Segurança em Piscinas

- 11 de maio de 2016
Foto retirada de A Tribuna.com.br

A Lei Federal para Segurança nas Piscinas, apesar de todos os esforços meu e de algumas pessoas que comigo se preocupam em evitar os devastadores acidentes que continuam ocorrendo nas piscinas do Brasil, essa tão importante Lei Federal, continua aguardando aprovação lá em Brasilia. É inadmissível que um assunto tão importante, como é uma Lei que poderá evitar acidentes graves e fatais,  seja tratado com tanto descaso, pelos políticos de Brasília.

Em alguns lugares do Brasil, as autoridades locais resolveram não esperar pela Lei Federal e conseguiram aprovar uma Lei estadual que vai tornando mais seguras suas  piscinas.  Um exemplo é  Santo André em São Paulo, o estado do Rio de Janeiro que já tem sua própria Lei, e agora Santos em São Paulo, conforme pode ser lido nesta matéria:  Lei determina dispositivo de proteção  em piscinas de Santos.

Obviamente, o ideal seria que as piscinas de todo o Brasil seguissem regras de segurança impostas pela Lei Federal. Essa demora na aprovação da Lei é absurda porque enquanto  Lei Federal não sair das gavetas ou mesas dos políticos,  os acidentes nas piscinas do Brasil vão continuar acontecendo e devastando vidas.

Até quando senhores?!

Carta para minha filha em coma, Maio de 2016

- 8 de maio de 2016
Foto de Marcelo Min
Querida filha,

De novo é Dia das Mães. De novo assumo o seu lugar, no envio desta carta que você fazia questão de escrever para mim,  todos os anos, no Dia das Mães. Você sabe que não dou importância a dia disto ou daquilo e, tenho cá pra mim querida, que essas datas são feitas mais para aquecer o comércio. Que seja, mas você dava importância ao Dia das Mães, e só por isso a carta que você me escrevia, eu escrevo pra você, todos os anos na data de hoje.

E só para te relembrar: Já faz 18 anos filha que você vive em coma. Você estava com 10 anos e quando brincava e nadava em uma piscina que funcionava fora dos padrões de segurança, você teve os cabelos sugados pela sucção do ralo e se afogou. Era o dia 06 de Janeiro de 1998, um dia que jamais vai sair de minha memória. As lembranças daquele dia Flavia, vão estar me assombrando para sempre. Para sempre.

Filha, você está com 28 anos, completados em Dezembro. Me desculpe se você não precisar que eu relembre sua idade e mesmo assim eu estar te relembrando, me desculpe. Mas sabe filha, é que eu, apesar de todos esses anos em que venho cuidando de você, pouco sei sobre o misterioso estado de coma, esse brutal sono sem despertar que te mantém tão perto e tão longe de mim, O que eu sei, ou melhor, o que eu sinto filha, é que o estado de coma é algo intermediário entre a vida e a morte, entre o ir e o ficar, entre eu ter e não ter você aqui participando ativamente de minha vida. De nossas vidas.

Sobre a Lei Federal para Segurança nas Piscinas pela qual eu e você, por anos a fio, tanto temos lutado, lamento te dizer Flavia que essa Lei ainda é um sonho em nosso país. O projeto dessa tão importante Lei que poderia evitar que outras crianças e outras mães venham a ter destinos idênticos ao nosso, o projeto dessa lei avançou alguns passos, mas continua enfrentando burocracia, morosidade e falta de atenção por parte dos políticos que poderiam decidir sobre a votação da Lei.

O que posso te dizer de positivo filha, é que felizmente, algumas pessoas continuam se empenhando para que lá em Brasilia, o enrosco se desfaça e a Lei possa vir a existir. Daqui a quanto tempo? Não sei te dizer filha, mas saber que existem pessoas que estão dispostas a trabalhar para que a Lei Federal para Segurança nas Piscinas venha a ser uma realidade no Brasil, já me faz sentir esperança Flavia. E filha, preciso dessa esperança para ter um mínimo de paz, preciso dessa esperança para sentir que o seu estado de coma e que a nossa luta não terá sido em vão. Preciso dessa esperança filha.

Beijos,
Mainha


Mais uma criança sugada por ralo de piscina. Os políticos não se importam.

- 29 de abril de 2016
Luisa Amado, de 7 anos, durante atendimento em
hospital (Foto: Marina Neri/Divulgação)

Por esses dias, uma menina de 7 anos, em Águas Claras, no Distrito Federal quase morre ao ter os cabelos sugados pelo ralo da piscina onde nadava. Felizmente Luisa teve mais sorte do que outras crianças. A noticia completa pode ser lida no site a seguir no  site do  G1

É vergonhoso que após tanto trabalho para colocar nas mãos dos políticos, o texto, já pronto,  da Lei Federal para Segurança nas Piscinas, ainda não tenhamos esta Lei em funcionamento no Brasil. VERGONHOSO.

Segurança nas Piscinas e o portão auto travante

- 21 de fevereiro de 2016


 Colocação de trava de segurança em portão já existente na piscina.

PORTÃO AUTO TRAVANTE NAS PISCINAS evita acidentes com crianças pequenas.

Neste início de ano de 2016 tenho lido sobre vários acidentes em piscinas, ocorridos com crianças pequenas que ao caírem na piscina, se afogam e morrem. É claro que os pais devem exercer vigilância constante com seus filhos pequenos, mas sabemos que uma distração pode ocorrer, distração essa que pode ser fatal. Para diminuir consideravelmente esse tipo de acidente, pode-se instalar no portão de acesso à piscina, a TRAVA DE SEGURANÇA a que torna o portão auto travante. Mas mesmo um portão já existente pode ser adaptado como mostram as fotos deste post.Cada caso deve ser estudado e analisado para saber qual a melhor forma de instalar a trava de de segurança, de forma que torne impossível uma criança pequena abrir o portão e ter acesso à piscina. Claro que esse é um trabalho que deve ser feito por empresas especializadas.Os dois senhores da foto são da empresa Alumigram aqui de São Paulo. Evite acidentes, cuide da segurança de sua piscina.

Menina de 4 anos presa ao ralo da piscina na Paraiba

- 17 de janeiro de 2016


Simulação
Foto obtida na Net e meramente ilustrativa


"Criança é resgatada por bombeiros após ficar  com o braço preso  em ralo de piscina

Menina ficou presa em cano de sucção e foi resgatada por bombeiros.
Segundo bombeiros, baixa profundidade da piscina evitou tragédia."


O ralo estava sem a tampa, evidenciando a falta de cuidado do local com os usuários da piscina.  O acidente ocorreu no dia 15 de janeiro  em João Pessoa, na Paraiba.


Fonte: G1

Em coma,18 anos depois de novo é 6 de janeiro, de novo é verão

- 6 de janeiro de 2016
DICAS DE SEGURANÇA EM PISCINA
 com Augusto Araújo, perito em segurança de piscinas

De novo é 6 de janeiro e de novo esta data me revive uma dor da qual jamais vou me livrar. O dia de hoje me traz dolorosas lembranças porque no dia 6 de janeiro de 1998, portanto, completando hoje 18 anos, vi minha filha ter a vida dolorosamente transformada só porque Flavia nadava em uma piscina, infelizmente, funcionando fora dos padrões de segurança. Flavia tinha 10 anos então. Hoje Flavia tem 28 anos, é uma moça de beleza suave mas segue vivendo em coma, com todas as limitações que o estado de coma impõe.

Nesses longos 18 anos, muitas outras crianças foram vítimas, a maioria fatal, desse tipo de acidente, sem que nenhuma providência concreta tenha sido tomada por parte dos políticos, para que tenhamos no Brasil uma Lei Federal para Segurança nas Piscinas, muito embora os políticos tenham recebido em mãos, o texto do Projeto, cuidadosamente redigido com a assessoria de peritos em segurança de piscinas. Muito embora, o projeto tenha sido aprovado por três comissões em Brasilia, acabou sendo barrado no Senado pelo Senador Dario Berger, segundo ele, por considerar o texto "excessivamente técnico", uma desculpa do Senador, certamente para justificar sua falta de interesse em aprovar uma Lei que se aplicada e fiscalizada, poderia salvar muitas vidas E as tragédias de afogamento nas piscinas do Brasil, seja por falta das cercas de proteção, seja pela sucção dos ralos, continuam acontecendo em diferentes locais de nosso país.

É vergonhoso continuar a presenciar nas piscinas do Brasil, tragédias anunciadas com crianças pequenas caindo em piscinas sem cercas de proteção, ou crianças maiores sendo sugadas pela sucção dos ralos, quando bastaria que os políticos trabalhassem no sentido de aprovar o projeto de lei, com eles sabe-se lá, se na gaveta ou sobre a mesa, há quase 5 anos. É vergonhoso.

É vergonhoso que nem mesmo o longo estado de coma de minha filha ou a morte de tantas crianças por afogamento nas piscinas do Brasil, tenha servido de exemplo e alerta para que os senhores políticos se mexam e aprovem o projeto da Lei de Seguranças nas Piscinas. 

Diante da falta de interesse e da inércia dos políticos, a única forma de evitar os acidentes por afogamento nas piscinas do Brasil é a conscientização dos pais do perigo existente em piscinas sem cercas de proteção e sem tampas anti aprisionamento para evitar a sucção dos ralos. E claro, cobrar dos proprietários e administradores de piscinas a segurança necessária para que as crianças possam brincar sem correr risco de nunca mais voltar de um mergulho.








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