Este blog, criado em janeiro de 2007, é dedicado à minha filha Flavia e sua luta pela vida. Flavia vive em coma vigil desde que, em 06 de janeiro de 1998, aos 10 anos de idade, teve seus cabelos sugados pelo sistema de sucção da piscina do prédio onde morávamos em Moema - São Paulo. O objetivo deste blog é alertar para o perigo existente nos ralos de piscinas e ser um meio de luta constante e incansável por uma Lei Federal a fim de tornar mais seguras as piscinas do Brasil. A Lei Federal, finalmente foi aprovada em 2022. Flavia faleceu em março de 2026, depois de ter vivido 28 anos em coma. Vou continuar escrevendo neste blog, Em memória de Flavia.
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Acidentes nas piscinas do Brasil, 20 anos depois

- 6 de janeiro de 2018
 


06 de janeiro. No dia de hoje, 20 anos atrás minha filha Flavia, uma criança de 10 anos, linda e saudável, sofria um acidente causado pela sucção do ralo da piscina onde ela nadava, que lhe condenaria a viver em coma pelo resto da vida. Flavia, vive em coma. Há 20 anos. Olhar para minha filha e ver sua vida estagnada sem que eu nada possa fazer para mudar a condição de vida dela, me causa uma dor diária e me deixa devastada.

Em 2007, quando criei o blog Flavia, vivendo em coma com o objetivo de alertar outras pessoas para o perigo existente na sucção dos ralos de piscinas e para lutar por uma Lei Federal para Segurança nas Piscinas, eu não imaginava que seria tão difícil conscientizar os políticos de Brasília a aprovarem uma Lei que certamente salvaria vidas, principalmente de crianças.

Foram muitos textos escritos, e-mails, telefonemas, viagens ao Rio e  à Brasilia, mas tudo ou quase tudo,em vão. O máximo conseguido dos políticos foram promessas vazias. A Lei Federal de Segurança nas Piscinas até hoje continua, sem aprovação nas águas mal paradas da burocracia de Brasilia. 

A ABNT, Associação Brasileira de Normas Técnicas, com sua norma 10.339 referente a Segurança nas Piscinas e que datava de mais de 30 anos, recentemente fez um trabalho de revisão de sua norma, com o envolvimento de profissionais do setor, entre eles, empresários do ramo, engenheiros e construtores, num trabalho longo que durou mais de um ano. No entanto, até agora essa atualização ainda não foi disponibilizada no site da ABNT, porque o texto ainda precisa ser colocado no “formato”característicos das normas da ABNT. Mais uma vez a burocracia sai vencedora.

Enquanto isso, os acidentes nas piscinas do Brasil seguem acontecendo com uma frequência alarmante tanto para os usuários de piscinas quanto para os pais de crianças, crianças essas que nunca voltaram de seus mergulhos porque perderam a vida num momento em que apenas buscavam exercer direito de toda criança. Brincar em segurança.

As principais causas – as mais graves – de acidentes com crianças em piscinas, acontecem por três motivos: 1. A sucção dos ralos que causa o aprisionamento de cabelos ou partes do corpo 2. Ausência de portões auto travantes e 3. A falta de cercas de proteção que causa a queda e afogamento de crianças pequenas. Esse problema poderia ser facilmente resolvido com instalações de tampa ou grelha anti aprisionamento, de portões auto travantes e cercas de proteção ao redor de todas as piscinas, sejam elas de uso doméstico, coletivo ou público.

Diante da burocracia,  da morosidade, do descaso e da inércia de nossos políticos, minha sugestão é de que cada um de nós passe a exigir segurança na piscina de sua casa , de seu condomínio, do clube, do parque aquático ou do hotel onde você for passar férias com seus filhos. E se você não tiver filhos, há de ter netos, sobrinhos, irmãos pequenos, afinal, todos tivemos, temos ou teremos uma criança em nossas vidas. E no caso de se constatar a ausência de pelos menos (sim, é o mínimo) dos dispositivos de segurança acima mencionados, que seja cobrado do local a segurança necessária. E se encontrar dificuldade para exercer o seu direito à segurança na piscina onde suas crianças vão estar, denuncie! 

Segurança nas piscinas, uma causa de todos nós!


Afogamento, uma morte silenciosa

- 16 de agosto de 2015

As crianças se afogam em silêncio, por isso o afogamento é conhecido como a morte silenciosa. Não tem como escutar um pedido de ajuda, um grito de socorro de uma criança embaixo dágua. Se afogam em silêncio, e em silêncio morrem.

O afogamento ocorre em um momento de distração. Basta um segundo para a tragédia acontecer. Ao ter início o afogamento, a glote se fecha durante alguns segundos. Como não há entrada de oxigênio, chega o momento em que a pessoa deixa de se debater e começa a tomar agua. Segundos depois a pessoa entra em parada cardiorrespiratória.

Uma criança perde a consciência depois de estar submersa por dois minutos. Depois de 4 a 6 minutos, danos irreversíveis ocorrem em seu cérebro.

Claro que a supervisão dos pais é imprescindível, mas é preciso que as piscinas onde nossas crianças nadam sejam locais seguros. Para isso basta que alguns dispositivos de segurança sejam instalados nas piscinas. Tampas anti aprisionamento e cercas de proteção por exemplo.

Continuamos à espera da Lei Federal para Segurança nas Piscinas que se encontra parada no gabinete do Senador Renan Calheiros lá em Brasília. Enquanto o uso de dispositivos de segurança não for LEI, nas piscinas de nosso país, os acidentes, principalmente vitimando crianças continuarão a ocorrer.



De novo: Morre mais uma criança nas piscinas do Brasil

- 5 de maio de 2013
 
 Foto recolhida da Net e meramente ilustrativa

Notícia publicada no G1 às 18:37 de hoje:

"Criança de 1 ano e 8 meses morre afogada em piscina no DF"

Na noticia do G1 e em outras mídias da Internet até agora não foi mencionada a causa deste acidente, mas em se tratando de criança pequena, o que costuma acontecer é a criança cair na piscina por FALTA das barreiras ou cercas de proteçao.

Deputado Darcisio Perondi: Este acidente ocorreu aí em Brasilia. Deputado, cadê a LEI FEDERAL PARA SEGURANÇA EM PISCINAS cujo texto lhe foi entregue em mãos, por mim, dois peritos em segurança de piscinas e o pai de Luiza, outra vítima fatal de acidentes em piscinas?! Estivemos com o senhor em agosto de 2011, e o senhor nos PROMETEU que a Lei sairia rápido. Cadê a nossa LEI FEDERAL que poderia salvar tantas vidas Deputado?!

Novas mortes de crianças afogadas nas piscinas do Brasil

- 2 de fevereiro de 2013

 "Morre criança que se afogou em piscina de chácara, em Goiás
Acidente aconteceu na tarde de quinta-feira (31), em Aparecida de Goiânia.
Menina de 2 anos estava internada em estado gravíssimo, mas não resistiu
.
 
Morreu na tarde desta sexta-feira (1º) a criança de 2 anos que se afogou na piscina de uma chácara, em Aparecida de Goiânia. De acordo com o posto policial do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), onde a menina estava internada, ela não resistiu e faleceu por volta das 16h10.

O acidente aconteceu na quinta-feira (31), em uma chácara no Setor Cidade Satélite São Luiz. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a família disse que descuidou por alguns minutos da criança e, ao procurá-la, a encontrou submersa na piscina.

Socorrida, ela foi levada desacordada para o Hugo. Os médicos da unidade conseguiram reanimá-la, mas a criança permaneceu em estado gravíssimo até esta tarde.

Na quinta-feira, os Bombeiros haviam informado ao G1 que a família teria ido passear no local quando aconteceu o acidente. Mas de acordo com informações do posto policial do Hugo, os pais da vítima são caseiros da chácara.

Essa é a quarta morte de criança em piscina registrada nos últimos dois meses em Goiás. Em dezembro, um menino de 3 anos se afogou em uma pousada. Em janeiro, dois meninos, um de 11 e outro de 3 anos, perderam a vida após se afogarem em clubes".


Fonte: Foto e texto: G1
 
Quarta morte de criança em piscinas de Goías, nos últimos dois meses.Poderia ser em qualquer outro estado brasileiro. E as crianças morrem nas piscinas, seja pela sucção do ralo, seja por falta de portões autotravantes, (barreiras de proteção), seja por falta de salva-vidas. As crianças morrem nas piscinas por falta de segurança. Enquanto isso, continuamos aguardando por leis e fiscalização que poderiam salvar essas vidas e muitas outras. Um descaso vergonhoso por parte de políticos e autoridades de nosso país.
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