Fantasias e sonhos destruídos. A infância e este sorriso roubados.
Na foto, Flavia, aos 8 anos com o rostinho pintado e se divertindo com o animador de uma festa, uma das muitas que eu freqüentava com meus filhos quando crianças.
Para quem já conhece a história de Flavia, escrevo para relembrar, e para quem está conhecendo agora, para informar:
Março de 2009: (11 anos depois...) O processo no qual co-responsabilizo o condomínio Jardim da Juriti, e a empresa Jacuzzi do Brasil, pelo acidente que deixou minha filha em coma vigil irreversível, depois de mais de nove anos na justiça paulista, foi julgado pelo – STJ - Superior Tribunal de Justiça em Brasília. Dos 5 ministros que votaram a sentença, apenas um - Luis Felipe Salomão - concordou comigo de que a empresa fabricante do sistema de sucção da piscina que sugou os cabelos de Flavia, deixando-a presa embaixo dágua, a JACUZZI DO BRASIL, seria co-responsável no grave acidente causado à Flavia. Infelizmente, o Condomínio, em vez de acertadamente colocar a co-responsabilidade do acidente com Flavia no fabricante do equipamento, - por todos esses anos de batalha judicial - o Condomínio Jardim da Juriti, usou a mesma tática de defesa da Jacuzzi: Culpar a mim, mãe da vítima. Ao final, o Condomínio acabou sendo 100% responsabilizado.
"Vencido, o ministro Luis Felipe Salomão entendeu que a Jacuzzi deveria ser condenada porque os manuais não alertam sobre o risco de acidentes como o que aconteceu com Flávia. Somente relatam a potência adequada para cada tipo e tamanho de piscina. “Ao não alertar expressamente sobre o perigo de usar um equipamento inadequado, a fabricante se tornou responsável pelo acidente”, disse Salomão."
A matéria completa sobre a sentença do processo de Flavia no STJ está neste link do Consultor Jurídico, de onde copiei o parágrafo acima.
Quem roubou as fantasias de criança e este sorriso de Flavia, não deveria ter perdão. Mas teve. Quem, junto com o Condomínio Jardim da Juriti, foi co-responsável pelo acidente que deixou minha filha em coma, a empresa fabricante do ralo da piscina onde Flavia teve os cabelos sugados - JACUZZI DO BRASIL, não deveria ter sido ilibada de culpa. Mas foi. E mais uma vez a justiça foi injusta, porque demorou em julgar, - no caso de Flavia, mais de 11 anos! Porque isentou de culpa quem deveria condenar. Mais uma vez a justiça deixa impune quem deveria exemplarmente punir, colaborando dessa forma com um ambiente propício para que negligências e descaso com a vida humana continuem a fazer vítimas.No caso de acidentes com ralos de piscinas, essas vítimas têm sido na sua maioria crianças, que assim como Flavia, terão seus sonhos e fantasias desfeitos e a vida destruída.
Obrigada por sua visita e comentário e até o próximo post.
Nota: Quando terminei de escrever este post, o vídeo com a história de Flavia, (no post anterior e na lateral deste blog) já estava com 40.686 visualizações, o que significa que em uma semana, foi visto 707 vezes. Muito obrigada!
Filha, neste 12 de Outubro, Dia da Criança, o meu abraço e a minha homenagem à alegre e saudável CRIANÇA que você foi e que sempre estará em minha memória.



