Este blog, criado em janeiro de 2007, é dedicado à minha filha Flavia e sua luta pela vida. Flavia vive em coma vigil desde que, em 06 de janeiro de 1998, aos 10 anos de idade, teve seus cabelos sugados pelo sistema de sucção da piscina do prédio onde morávamos em Moema - São Paulo. O objetivo deste blog é alertar para o perigo existente nos ralos de piscinas e ser um meio de luta constante e incansável por uma Lei Federal a fim de tornar mais seguras as piscinas do Brasil. A Lei Federal, finalmente foi aprovada em 2022. Flavia faleceu em março de 2026, depois de ter vivido 28 anos em coma. Vou continuar escrevendo neste blog, Em memória de Flavia.
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ESCLARECENDO DÚVIDAS

- 6 de agosto de 2007

Acidentes com ralos de piscinas, porque ocorrem e quem deve ser responsabilizado.

No post do dia 31.07 - O OBJETIVO E O FOCO DESTE BLOG - recebi dois comentários de Diana, uma pessoa gentil e delicada, que me pergunta COMO alguém pode saber se o ralo de uma piscina oferece ou não perigo aos seus usuários. Como este blog é público, convido você a ler esses dois comentários de Diana, pois eles contêm dúvidas importantes sobre a segurança no uso de piscinas.

A PISCINA É SEGURA? COMO SABER?
Os usuários de piscinas públicas ou coletivas, não têm saber se a piscina onde pretendam passar seus momentos de lazer, com seus filhos, está ou não em condições de uso ou se vai lhes oferecer perigo. Não têm como saber. Assustador? É. Assustador.

A responsabilidade pela segurança no uso de uma piscina de uso coletivo ou público é, ou deveria ser:

FABRICANTE DO SISTEMA DE SUCÇÃO: (que inclui o ralo) - É preciso INFORMAR em seus manuais sobre a possibilidade de riscos, caso o sistema de sucção seja instalado de forma incorreta. Por exemplo: Um sistema de sucção de potência superior à necessária para o tamanho da piscina, como no caso do acidente ocorrido com Flavia.

CONDOMÍNIOS, CLUBES ou qualquer outro local onde uma piscina seja freqüentada de forma pública ou coletiva: Esses locais têm por obrigação, ou deveriam ter, manter as piscinas em condições de uso, não só no que se refere à higiene, mas principalmente no que diz respeito à segurança. A piscina onde Flavia sofreu o acidente teve, por iniciativa do condomínio - e sem orientação técnica - o sistema de sucção trocado por outro de maior potência – e por causa disso, passando a sugar 78% a mais do que o permitido. O sistema anterior tinha potência de 0,50 cavalos, adequado para o tamanho da piscina de 43m3 de água. Esse equipamento foi substituído pelo condomínio por outro de 1,50 cavalos, portanto com potência inadequada e SUPERDIMENSIONADO para o tamanho daquela piscina. Os usuários de piscinas, principalmente crianças, não têm como saber, da existência ou não desse risco, mas quem for responsável pela venda, instalação e manutenção desses sistemas de sucção SIM!.

Enquanto não houver uma legislação que regulamente a venda, instalação e manutenção de piscinas, principalmente as de uso público e coletivo, os acidentes causados pelo sistema de sucção de piscinas continuarão a acontecer. Enquanto a justiça não PUNIR EXEMPLARMENTE os responsáveis por acidentes já ocorridos, principalmente aqueles em que houve mortes ou seqüelas gravíssimas como no caso de Flavia, como venho documentando neste blog, OS ACIDENTES COM RALOS DE PISCINAS CONTINUARÃO A ACONTECER no Brasil, em Portugal, Grécia, França, Estados Unidos, Rússia....

Diana, obrigada pelo interesse demonstrado no assunto. Sinta-se à vontade para me contatar por e-mail. – odele.souza@gmail.com
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