Imagem do autor do blog AdesenharNo jornal Folha de São Paulo desta quarta feira, há uma matéria sobre a lentidão da justiça brasileira. (Reportagem de Felipe Seligman, da sucursal de Brasília) E menciona-se o caso do acidente ocorrido no Metrô de São Paulo, em Janeiro de 2007, que além dos danos materiais deixou sete mortos.
Dois anos depois desse grave acidente, as famílias que perderam parentes e aquelas que tiveram que deixar suas casas por conta das rachaduras causadas pelas obras do Metrô, ainda não foram indenizadas. Os processos movidos contra os responsáveis não tiveram sequer decisão em primeira instância.
“Dados inéditos sobre o judiciário brasileiro revelam que tramitavam 68,2 milhões de processos em 2007 , ou uma ação para cada três brasileiros. A grande quantidade, aliada a fatores como falta de planejamento, resulta no seguinte cenário: 60% dos casos não são analisados no ano em que são protocolados”- E segundo o secretário geral do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Alvaro Ciarlini, a situação é “alarmante”.
Eu, mãe de Flavia que há mais de 10 anos luto na justiça para ver condenados os responsáveis pelo acidente que a deixou em coma, faço parte, infelizmente, dessa preocupante estatística de milhões de brasileiros que aguardam pela decisão de seus processos na justiça. Lentidão, burocracia, sentenças absurdas. Óbvio que é preocupante, claro que é alarmante.
E não só de lentidão vive a nossa justiça. De sentenças incompreensíveis também. Por exemplo. – eu já disse isto aqui , após cinco anos na justiça paulista, a juíza que cuidava do processo de Flavia decidiu que eu seria co-responsável pelo acidente .(!) Na verdade minha luta tem sido, além do condomínio que já foi responsabilizado, co-responsabilizar a empresa Jacuzzi, fabricante do ralo, por falta de suficientes informações em seu manual de instruções.
A propósito, transcrevo aqui, o comentário deixado hoje por este visitante do blog de Flavia: Henrique, obrigada por sua visita e comentário.
Henrique deixou um novo comentário sobre a sua postagem "MINHA LUTA CONTRA UM GIGANTE: JACUZZI DO BRASIL.": “Não tem cabimento a alegação de que a mãe foi relapsa ! Relapsa, ....,incompetente e injusta é a nossa vergonhosa "justiça" onde muito poucos se salvam! Em lugar nenhum do mundo seria permitido utilização de equipamento que pudesse causar um dano destes!!!Isto é que tem que ser questionado e não a presença da mãe !? A responsabilidade é sim da Jacuzzi.Mesmo que estivesse previsto no manual ela não esta eximida de culpa. Reafirmo que o equipamento é que não poderia ser comercializado por apresentar um enorme potencial de risco a vida humana como ficou evidenciado! Não desista de sua luta ,você por certo não esta sozinha. “
Um abraço a todos e até a próximo post.



