Este blog, criado em janeiro de 2007, é dedicado à minha filha Flavia e sua luta pela vida. Flavia vive em coma vigil desde que, em 06 de janeiro de 1998, aos 10 anos de idade, teve seus cabelos sugados pelo sistema de sucção da piscina do prédio onde morávamos em Moema - São Paulo. O objetivo deste blog é alertar para o perigo existente nos ralos de piscinas e ser um meio de luta constante e incansável por uma Lei Federal a fim de tornar mais seguras as piscinas do Brasil.
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João Helio: Mais um exemplo de impunidade no Brasil.

- 20 de fevereiro de 2010
Fevereiro de 2007: No Rio de Janeiro, bandidos em fuga arrastam, por sete quilômetros, preso ao cinto de segurança do carro, João Hélio, um menino de apenas seis anos. Pela crueldade, a morte de João Hélio chocou o Brasil.

Fevereiro de 2010: Exatamente três anos após, ficamos sabendo pela imprensa de que um dos assassinos, - menor de idade na época do crime – foi solto há duas semanas e recebe proteção da justiça. A proteção é pra ele.

“A justiça entendeu que o rapaz, na época menor e hoje com 18 anos, corre risco de morte e determinou que ele fosse incluído no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte, criado pelo governo federal em 2003. O projeto apóia jovens de até 21 anos que são alvo de ameaças”

Fonte: Jornal Folha de São Paulo.

A ONG Projeto Legal vai emitir parecer que será enviado à Secretaria Nacional dos Direitos Humanos e à Justiça, e havendo entendimento de que o rapaz precisa de proteção, ele será enviado para um lugar seguro.

Para um lugar seguro. Os bandidos recebem proteção, mas a população não. ONGs se preocupam com os Direitos Humanos dos bandidos, mas não com os direitos humanos das famílias destruídas por eles.

Entendo que não devemos nos calar diante da falta de justiça por crimes que sofremos. Mas nós, simples mortais, cidadãos comuns, mesmo sem sermos capas de revistas, precisaríamos receber mais apoio da mídia para que nossos gritos por justiça fossem ouvidos. Emissoras de rádio, TV, jornais e revistas poderiam – se quisessem – mudar esse quadro de “esquecimento” de crimes que só podem mesmo ser esquecidos por quem os cometem. A mídia poderia, numa preciosa, necessária e bem vinda prestação de serviços à população, noticiar e trazer à tona casos antigos e não resolvidos. A mídia estaria assim, cobrando atitudes das autoridades, cobrando justiça, que como temos visto, não tem cumprindo o seu papel essencial de proteger os mais fracos contra crimes e negligências, contra prepotentes e poderosos.Contra bandidos. Estes sim, têm  proteção. Nós é que não. 

Brasil, país da IMPUNIDADE..?

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