Um ralo nessas condições é uma verdadeira armadilha submersa
"09/01/2014 15h39 - Atualizado em 09/01/2014 16h05
Condomínio onde menino se afogou tinha falha em outra piscina, diz polícia
Delegada afirma que testemunha apontou que piscina adulta não tinha grade.
Menino teve braço sugado pelo ralo, em Caldas Novas, e morreu após 3 dias.
A Delegacia da Mulher, Infância e Juventude de Caldas Novas, no sul do estado, assumiu as investigações sobre o afogamento do menino Kauã Davi de Jesus Santos, de 7 anos, que teve o braço sugado por um ralo de uma piscina infantil e ficou cerca de dez minutos debaixo da água. Após três dias internado, ele morreu. Segundo a delegada Tereza Daniela Nunes Ferreira, uma testemunha disse que a piscina adulta também estava sem grade de proteção no ralo.
Ele [testemunha] teria percebido que um ralo estava sem a grade de proteção. Então reclamou na portaria, mas teria sido informado de que seria providenciado, mas que a situação não oferecia riscos, já que aquele ralo não sugava água”, contou. Segundo a delegada, cinco testemunhas já foram ouvidas. Entre elas estão a síndica do condomínio, um funcionário e três hóspedes.
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Kauã morreu após ficar três dias internado em um hospital de Brasília, onde mora com a família. Ele estava na cidade turística goiana para passar as virada de ano com parentes no condomínio Residencial Privé das Thermas I, quando teve o braço sugado por um ralo. Os responsáveis pelo local vão responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
O prazo para conclusão do inquérito, previsto incialmente para 30 dias, pode ser estendido.“São muitos laudos para serem analisados. O inquérito, quando não há prisão, tem um prazo legal de 30 dias para ser concluído. No entanto, quando não é possível, a autoridade policial envia o documento para a Justiça e solicita um prazo maior. Se o Judiciário entender que isso é necessário, o processo volta a delegacia para a conclusão das investigações”, explicou a delegada..
Tereza ainda destacou que a família da criança será ouvida em Brasília. A data do depoimento ainda não foi marcada.
Afogamento
O acidente aconteceu no ultimo dia 1º no condomínio Residencial Privé das Thermas I, em Caldas Novas. Resgatado pelo Corpo de Bombeiros, o menino foi transferido de helicóptero para a unidade de saúde do Distrito Federal, onde ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo boletim médico, após várias tentativas de reanimação, a criança teve falência múltipla de órgãos por volta das 5 horas do dia 4.
Kauã nadava na piscina, quando o braço ficou preso em um ralo, que faz parte de um sistema que suga a água e a devolve através de uma cascata. Os socorristas acreditam que o garoto ficou mais de dez minutos embaixo da água.
Testemunha do acidente, a pedagoga Nathália Morais conta que o ralo que puxou Kauã estava com uma parte quebrada. Ainda assustada, a mulher se recordou do resgate: "Uns seis homens tentavam puxar o braço dele, inclusive um irmão, mas o braço não saía, porque a força era muito grande. Gritavam para desligar [o motor], mas demoraram muito".
Após o afogamento, foram realizadas algumas mudanças no residencial. Segundo a direção do condomínio, todas as piscinas passam por reformas e os ralos foram trocados. Dois salva-vidas foram contratados."
Fonte: Foto e texto: G1
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É inaceitável que uma piscina funcione com um ralo como o da foto acima. Por isso, a Lei Federal para Segurança nas Piscinas terá que ter necessariamente fiscalização efefiva. Uma vistoria na piscina onde Kauã teve o braço sugado teria sido o bastante para interditar a piscina, que por funcionar com um ralo deteriorado oferecia grande perigo aos seus usuários. É inaceitável que ainda não tenhamos essa Lei funcionando como deve ser. É inaceitável a omissão de quem, podendo criar e colocar a Lei de segurança em piscinas em funcionamento, não o faz. Não podemos compactuar com tamanha indiferença e descaso com a vida humana. Não podemos silenciar. É preciso cobrar URGENTE AÇAO das autoridades para que a Lei Federal de Segurança nas Piscinas seja votada sem mais demora.




