Este blog, criado em janeiro de 2007, é dedicado à minha filha Flavia e sua luta pela vida. Flavia vive em coma vigil desde que, em 06 de janeiro de 1998, aos 10 anos de idade, teve seus cabelos sugados pelo sistema de sucção da piscina do prédio onde morávamos em Moema - São Paulo. O objetivo deste blog é alertar para o perigo existente nos ralos de piscinas e ser um meio de luta constante e incansável por uma Lei Federal a fim de tornar mais seguras as piscinas do Brasil. A Lei Federal, finalmente foi aprovada em 2022. Flavia faleceu em março de 2026, depois de ter vivido 28 anos em coma. Vou continuar escrevendo neste blog, Em memória de Flavia.
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SIDA/AIDS e AFETIVIDADE

- 15 de abril de 2008
Dica: Flavia, a caminho de Brasília. Acompanhe, no blog Adesenhar, de Portugal.

Faço uma pausa nos meus posts sobre a causa de Flavia para, junto com outros blogs amigos escrever algo sobre a SIDA/AIDS, com a intenção de alertar e desmistificar a doença. Esta foi uma solicitação de Raul, do blog Sidadania, cuja leitura eu indico por se tratar de um blog que nos fornece informações preciosas sobre a doença, como por exemplo, formas de contágio, prevenção e tratamento. E não só. Para saber mais, visite o Sidadania.

Tendo em vista os excelentes textos sobre SIDA/AIDS publicados por Raul e Paulo, respectivamente autor e colaborador do Sidadania, prefiro abordar aqui o aspecto da afetividade e o que penso ser a sensação de dor de quem foi infectado, e de como isto também pode afetar a vida das pessoas que estão à sua volta, principalmente familiares e amigos.

Acredito que podemos minimizar a dor dos infectados pelo virus da SIDA/AIDS,
pela forma como nos relacionamos com eles. Tratá-los com afeto, mas não com pena. Estarmos prontos para ajudar, para auxiliar, mas não fazer tudo por eles. Demonstrar que não só nós somos importantes para eles, como eles também o são para nós. E estarmos próximos em todos os sentidos. Estar próximo de um infectado pelo virus da SIDA/AIDS para mim, inclui não só ler e me informar sobre a doença, mas interagir com esse infectado, para podermos sair da teoria e passarmos à prática. Se a pessoa estiver próxima, conversar e ouvir sobre seus receios e anseios e proporcionar-lhe o prazer do toque com longos abraços. Certamente, esse contato também nos beneficiará pois será uma troca. De idéias, experiências afeto, emoções....Uma troca.

Um abraço a todos.
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