Este blog, criado em janeiro de 2007, é dedicado à minha filha Flavia e sua luta pela vida. Flavia vive em coma vigil desde que, em 06 de janeiro de 1998, aos 10 anos de idade, teve seus cabelos sugados pelo sistema de sucção da piscina do prédio onde morávamos em Moema - São Paulo. O objetivo deste blog é alertar para o perigo existente nos ralos de piscinas e ser um meio de luta constante e incansável por uma Lei Federal a fim de tornar mais seguras as piscinas do Brasil.

Morre menino belga que ficou preso numa piscina em Azeitão, Portugal

- 24 de julho de 2018
Vic Wanzelee, seis anos.

Vic Wanzeele, menino de seis anos,faleceu nesta segunda-feira, em Portugal. A criança teve o braço preso pela aspiração do ralo da piscina onde nadava.

"No Facebook, o pai do menino, Michael Wanzeele, deixou uma mensagem emocionada dando conta da morte do filho. "Hoje de manhã, às 6.00, o coração de Vic parou de bater. Estávamos os dois (pai e mãe) lá, e estávamos na cama dele com ele. Isso foi o que Vic sempre pretendeu. Estar perto de nós", escreveu o homem no Facebook. Ao JN fonte do hospital confirmou a morte da criança.

O rapaz de seis anos ficou em estado grave após ter ficado preso por um braço no ralo de aspiração da piscina, numa residência de turismo rural em Azeitão, Setúbal, na última terça-feira. Os pais retiraram a criança da piscina já em paragem cardiorrespiratória. Estima-se que o menino tenha ficado dentro de água cerca de 20 minutos.

O alerta foi dado às 13.43 horas e no local estiveram 13 operacionais e cinco viaturas dos bombeiros e GNR. A criança foi depois levada para o Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, onde passou a última semana a receber tratamento médico.

O casal belga, que estaria de férias em Portugal, estava acompanhado pelos dois filhos. O irmão de Vic já tinha deixado Portugal para rumar à Bélgica, durante o fim de semana, altura em que o menino de seis anos não apresentava melhorias. "Pedimos várias opiniões sobre os resultados da ressonância magnética e o resultado foi infelizmente o mesmo", escreveu o pai no sábado.

Na longa publicação, que foi amplamente partilhada e comentada, Michael sublinhou o bom tratamento recebido em Portugal. "Estamos a ser muito bem acompanhados no hospital e o hotel onde ficamos está a ser muito compreensivo e a tentar facilitar todo o processo", escreveu o homem na publicação que foi sendo atualizada ao longo da última semana."

Infelizmente, os acidentes causados pela sucção dos ralos de piscinas, seguem acontecendo, não só no Brasil, mas em todas as partes do mundo. Para evitar esse tipo de acidente bastaria que as piscinas tivessem os indispensáveis dispositivos de segurança, como tampas anti aprisionamento, cercas de proteção e portões auto travantes.

Convivo, há quase 21 anos, com a dor de ter minha filha vitimada por esse tipo de acidente,  - a sucção do ralo da piscina, o que a fez passar a viver em coma, alheia à vida, E me entristece profundamente, que mesmo após tendo se passado tanto tempo e mesmo os acidentes continuando a acontecer, crianças ainda percam suas vidas, por algo que poderia ser perfeitamente evitado. Que tristeza essa falta de conscientização e claro, falta de ação para evitar a morte de crianças, no Brasil e mundo, vitimas da falta de segurança nas piscinas. Que tristeza.

4 comentários

peciscas disse...

Aqui como aí e um pouco por todo o lado, estes horríveis acidentes em piscinas vão-se repetindo. E como tantas vezes tens alertado, há dispositivos de segurança que devidamente instalados nestes equipamentos poderiam evitar muitos destes desfechos trágicos. Quando estas mortes acontecem, chora-se, lamenta-se, mas tudo continua na mesma. É de notar que relativamente a esta morte não vi nos órgãos de comunicação portugueses ninguém a denunciar falhas de segurança e possíveis soluções para prevenir ocorrências deste tipo.

Jalul disse...

Será apenas mais um na fúnebre estatística, minha querida Odele.

Branca disse...

Infelizmente neste tipo de turismo de habitação ou rural não sei se todas as pessoas que constroem piscinas estão alertadas para estes problemas. Há que fazer um grande trabalho por aqui nesse sentido. Os organismos oficiais ligados ao turismo deveriam alertar os proprietários e fiscalizar estas situações. Não sei se a construção de piscinas neste tipo de propriedades está sujeita a um pedido de licença, mas vou saber junto de uma amiga que construiu há poucos anos uma numa quinta que tem no Douro onde passou a alugar a habitação alguns meses do ano.

karen vanessa blumer gonçalves romeu disse...

Muito triste, no Rio já temos uma lei que obriga a instalação de dispositivo de segurança anti sucção e de botões de emergência, mas infelizmente só há a procura pelo produto quando acontece a interdição da piscina.

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