Este blog, criado em janeiro de 2007, é dedicado à minha filha Flavia e sua luta pela vida. Flavia vive em coma vigil desde que, em 06 de janeiro de 1998, aos 10 anos de idade, teve seus cabelos sugados pelo sistema de sucção da piscina do prédio onde morávamos em Moema - São Paulo. O objetivo deste blog é alertar para o perigo existente nos ralos de piscinas e ser um meio de luta constante e incansável por uma Lei Federal a fim de tornar mais seguras as piscinas do Brasil.

Ralo de piscina: A morte da criança Nathalia Gabrielle continua repercutindo

- 29 de janeiro de 2012
Delegado Dernival Eloi deve ouvir Jorge Timbó esta semana (Foto: Arquivo Portal Infonet)

Me desculpem pelo longo post, mas algumas verdades não podem ser ditas em poucas palavras.

No post anterior documentei aqui no blog de Flavia mais um acidente causado pela sucção de ralo de piscina, tragédia esta ocorrida no Parque Aquático Timbó, em Recife, dia 14 de Janeiro de 2012. (Mais uma morte de criança por este tipo de acidente senhores políticos!)

Transcrevo abaixo – na íntegra - artigo copiado do Portal “Sergige Hoje” com os links da notícia.

Ao ler o artigo percebe-se algumas situações de evidente negligência no caso de mais este acidente fatal causado por um motivo recorrente: A sucção dos ralos de piscinas.

Segundo o inquérito em tramite, a piscina aonde aconteceu o acidente com Nathalia Gabrielle não tinha bombas para filtragem e estava sendo esvaziada pela gravidade. Porem, há outras considerações, como por exemplo o livre acesso da menina às piscinas quando estavam fechadas e fora do horário de funcionamento. E como o esvaziamento da piscina estava ocorrendo sem a indispensável supervisão e sem a presença de alguém responsável para impedir a entrada de pessoas (especialmente de menores), durante uma operação tão perigosa?!

Do proprietário do local, Jorge Timbó: “Infelizmente, a menina entrou no horário indevido.”

A criança ter entrado em horário indevido não pode ser usado como defesa para proprietários e responsáveis por piscinas isentarem-se da responsabilidade que lhes cabe pela segurança das piscinas que possuem ou administram. Não seguir à risca os procedimentos de segurança é uma negligência que pode resultar em tragédias e mortes como esta no Parque Aquático Timbó e outras que vêm acontecendo nas piscinas de nosso país. Desta vez foi a pequena Nathalia Gabrielle, de 11 anos. Quando e quem será a próxima vítima?

O artigo diz que a morte da pequena Nathália continua repercutindo. É para repercutir mesmo. É preciso não se calar diante de negligências que levam à morte nossas crianças. É preciso denunciar essas tragédias causadas pela falta de segurança nas piscinas do Brasil e exigir a punição dos responsáveis por acidentes que poderiam ser evitados. E é preciso exigir das autoridades que façam a sua parte para evitar mais mortes causadas pela sucção dos ralos das piscinas.

Nas sugestões técnicas à Lei Federal para Segurança nas Piscinas – adendo ao projeto 7414, entregue em Brasilia, por NÓS ao relator Darcisio Perondi, em agosto de 2011, incluem-se importantíssimas considerações não só com relação aos ralos, mas também da necessidade de isolamento dos tanques de água e barreiras ao livre acesso às piscinas, principalmente de crianças.

Lei Federal para Segurança nas Piscinas com nossas sugestões técnicas de inclusao de dispositivos de seguança que impedem a sucção dos ralos. Para quando senhores políticos?!!

A transcrição da matéria:

23/01/2012 - 12:37 - matéria publicada por Portal SergipeHoje

Afogamento em Timbó: Dono do parque Aquático Timbó, diz que as piscinas estavam fechadas

Menina teria entrado na piscina com 60% de água perto das 18h
Por Aldaci de Souza - Portal Infonet


A morte da pequena Nathalia Gabrielle Dias Fontes, 11 anos, em uma piscina do Parque Aquático Timbó [município de Salgado] no último dia 14 de janeiro continua repercutindo. O caso está sendo investigado pelo delegado de Lagarto [o de Salgado está em férias] Dernival Eloi Tenório. Está sendo feita uma ‘busca’ nos cartórios para confirmar outras mortes por afogamento no mesmo parque, cujo proprietário conhecido como Jorge Timbó deverá ser ouvido ainda esta semana. Ele garante que as piscinas já estavam fechadas no momento do acidente.

A menina estava em momento de lazer com os avós e um primo, quando foi arrastada pelo ralo de uma das piscinas, passando cerca de 40 minutos presa na tubulação de esvaziamento. Familiares estão inconformados, principalmente pelo fato de não ter qualquer sinal de alerta dando conta do perigo.

“Estamos ouvindo familiares e as pessoas que se encontravam no local e aguardando a liberação dos laudos periciais para iniciar a ouvida do proprietário do parque aquático”, ressalta o delegado Dernival Eloi Tenório.

O delegado disse estar investigando a ocorrência de outros afogamentos no Parque Aquático Timbó. “Já solicitei ao escrivão que faça um levantamento no cartório do município para ver se há registro de outros afogamentos para verificarmos abertura de inquéritos. Estamos também colhendo dados junto à Prefeitura de Salgado para checar a questão de alvarás de funcionamento”, explica Dernival Eloi.

Contraponto

O proprietário do empreendimento, Jorge Timbó, informou que o parque funciona das 8h às 17h. “O acidente aconteceu por volta das 18h. A menina estava em um dos chalés que fica a 200 metros das piscinas que possuem sim horário de funcionamento. Ela entrou na piscina de crianças, como estava vazia, ela passou para a de adulto que já estava sendo esvaziada e com apenas 60% de água. Só que foi levada pela correnteza e entrou no tubo”, esclarece.

Quanto ao fato de a menina ter sido sugada, Jorge Timbó foi enfático. “Nós não trabalhamos com bombas. O parque é totalmente ladeado pela lei da gravidade. A menina entrou na correnteza e foi arrastada para o tubo. A gente não é onipotente e onipresente. Já criticaram o fato de não ter funcionários no momento. Tinham funcionários no parque, mas não estavam nas piscinas justamente porque o horário estava encerrado”, enfatiza.

Esvaziamento

Ele informou que as piscinas são esvaziadas todas as noites. “Nós temos chalés e as pessoas passam os dias se divertindo, tem gente que bebe e pode querer tomar banho à noite, correndo o risco de acidentes desse tipo. Sem contar com os animais silvestres que podem cair nas piscinas à noite e ninguém ver”, diz.

“Infelizmente, a menina entrou no horário indevido. Eu entendo a angústia da família, mas eu também estou muito triste e abalado, pois durante 15 anos de funcionamento, nunca ocorreu um fato dessa natureza. Passamos um dia feliz, recebemos excursões dos Estados de São Paulo, da Bahia, da Paraíba e tivemos um início de noite muito triste”, lamenta.


Meu nome não é Odete, como algumas pessoas escrevem nos comentários, é Odele, com L e não com T.
Obrigada.

5 comentários

  1. Li com imensa atenção todo o post e amiga, criança cega mesmo os adultos e na companhia destes, serão estes que deveriam ter mais atenção, porque pelo que percebi como norma havia avisos de horários de funcionamento e de esvaziamento.

    "Ele informou que as piscinas são esvaziadas todas as noites. “Nós temos chalés e as pessoas passam os dias se divertindo, tem gente que bebe e pode querer tomar banho à noite, correndo o risco de acidentes desse tipo. Sem contar com os animais silvestres que podem cair nas piscinas à noite e ninguém ver”, diz.

    SE adulto tem este comportamento que dizer das crianças? Se não está no horário de funcionamento não entra nem que berre e esperneie! E ninguém viu a criança entrar para a parte das crianças? e depois ir para a dos adultos? Tem 11 anos, mas facilitar por vezes paga-se caro e a a criança antes de ir de férias tem que levar a lição bem estudada e cumprir.

    É um azar dantesco ou a hora do diabo como muitos dizem...e estar de olho nas crianças compete a quem as acompanha. As minhas netas só entram até na dos amigos com vários pais lá dentro e estão sempre vigia e de olho nelas e nos outros!

    Mas este caso é muito diferente de todos os outros, como por exemplo o da tua filha onde tudo garantia que estava funcionando bem e não estava.

    Não quero desculpar ninguém ou meter culpas em ninguém até porque não estava lá...mas pelo relato é a minha modesta opinião!

    Cá é obrigatório uma cerca em volta de piscinas privadas (algumas públicas já têm) e vais ver, que bem ao estilo português...há imensas piscinas que não tem e nem se preocupam em ter. Outras já reparei que quando saem da água e já não vão mais...além da cerca, são cobertas com umas lonas e bem presas de forma a ninguém cair e oiço um motor, julgo ser o esvaziamento a funcionar.

    Detesto parques aquáticos com multidões e piscinas só de plástico e quando rebentar o quintal fica regado:)

    Não sei se me fiz entender!

    Mais um horror a juntar a tantos e a maldita lei não há meio de sair mas não vamos perder a esperança!

    Beijos meu doce!

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  2. Nossa realmente eh mto triste isso, toda vez, morre alguém, precisava arranjar um jeito de mudar esse sistema de sucção :/

    Criação de Sites

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  3. Perante este caso horrível, subscrevo integralmente as apreciações da amiga Fatyly.
    Com efeito, no acontecimento descrito no post há um conjunto de responsabilidades que, a meu ver, são repartidas.
    Por um lado, deveria ser impossível alguém entrar na piscina enquanto ela estava a esvaziar, até porque isso já estava a decorrer após o horário de encerramento. Deveria haver qualquer vedação impeditiva do acesso,a não ser a funcionários da piscina. E aí, temos a responsabilidade do dono do equipamento. Mas, também concordo com a Fatyly, alguém negligenciou o acompanhamento da criança. Quem a acompanhava não deu conta do seu afastamento? Sabendo-se que nas piscinas, infelizmente ocorrem muitos acidentes, deve haver uma atenção redobrada dos familiares de crianças. É que, ocorrendo acidentes, a questão de apurar responsabilidades passa para segundo plano, pois tal não irá devolver a vida ou a saúde à vítima.
    É claro que, como já tantas vezes aqui tenho dito, a Lei Federal que já deveria estar aí a produzir efeitos, vai contribuir para que se reduza drasticamente o número e a gravidade de acidentes em piscinas. Sobretudo porque há recursos técnicos que o permitirão. No entanto, por muitas e boas leis que existam, a precaução, a vigilância e a atenção permanentes, serão sempre indispensáveis.

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  4. Quando haverá um fim? Quantas vidas serão sacrificadas para que se crie a consciência sobre a segurança nas piscinas?

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  5. boa noite enquanto a lei não e aprovada mais uma vitima http://cgn.uol.com.br/noticia/13494/adolescente-se-afoga-em-piscina-de-condominio

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