Este blog, criado em janeiro de 2007, é dedicado à minha filha Flavia e sua luta pela vida. Flavia vive em coma vigil desde que, em 06 de janeiro de 1998, aos 10 anos de idade, teve seus cabelos sugados pelo sistema de sucção da piscina do prédio onde morávamos em Moema - São Paulo. O objetivo deste blog é alertar para o perigo existente nos ralos de piscinas e ser um meio de luta constante e incansável por uma Lei Federal a fim de tornar mais seguras as piscinas do Brasil.
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Reportagem na Revista Época. Agredecimentos

- 7 de dezembro de 2009
Amigos e leitores deste blog,

A repercussão da matéria comigo e Flavia na Revista Época foi grande e aumentou em muito a visibilidade deste blog e espero ter aumentado também a conscientização das pessoas para o perigo dos ralos de piscinas. Espero que o alerta que aqui faço para este tipo de perigo, possa aumentar também a conscientização das empresas fabricantes  de sistemas de sucção de piscinas, sobre  a responsabilidade que devem assumir quanto aos seus equipamentos.

Quero deixar aqui registrado o meu agradecimento à repórter especial da Revista Época, autora da matéria, Eliane Brum, pela forma bonita como se expressou ao contar minha história com minha filha. A repercussão da matéria deve-se muito à forma respeitosa, sensível e humana como Eliane escreve.

E de novo obrigada a Altino Machado que foi quem me “apresentou” à Eliane Brum.
Obrigada ao fotógrafo Marcelo Min pelas bonitas fotos. Como disse meu amigo António do blog  Peciscas, "atrás de uma grande repórter está sempre um grande fotógrafo".

E MUITO OBRIGADA a todos quanto por aqui passaram, trazidos pela reportagem da Época – mais de 170 mil pessoas em uma semana. Obrigada pelos comentários e pelos e-mails que me enviaram. Peço desculpas por não conseguir responder a todos, mas saibam que leio, com muito carinho, cada mensagem que me chega.

E por fim, quero que saibam que sinto-me gratificada quanto me dou conta de que o conhecimento de minha história com Flavia foi além de alertar para o perigo dos ralos de piscinas. Após lerem a reportagem Saudades de sua voz, muitas pessoas me escreveram dizendo que estão repensando a forma como se relacionam com seus filhos. Algumas mães me disseram que deixaram de se irritar com as conversas insistentes de suas crianças. Deram-se conta de que voz de seus filhos, poderá se calar a qualquer momento.

Um forte abraço a todos e até o próximo post.

Impunidade em mais um acidente com ralo de piscina

- 1 de novembro de 2008
Este post foi copiado na íntegra do blog Peciscas, de Portugal.

“Mais um caso com um ralo de piscina
Transcrevo parte de uma notícia do JN de 28 de Outubro:

“O tribunal de Leiria manteve a decisão de absolver a gerente de uma piscina da cidade, onde, em Fevereiro de 2002 um menino ( na altura com nove anos)ficou gravemente ferido, depois de sugado pelo ralo do fundo.
….
Para o magistrado, a gerente do espaço “Físico-Leiria” “nada sabia sobre a sucção” e, por isso, “confiou em entidades que conhecem o procedimento de segurança e exigência técnica”. “Há pois a mais completa imprevisibilidade por parte da arguida no acontecimento”, considerou ainda o tribunal.No final da audiência, a advogada da família do jovem que ficou ferido anunciou que vai avançar com um pedido de indemnização cível ao senhorio do espaço onde se situava a piscina, à gerente (arguida neste processo) e aos responsáveis da empresa que colocou as bombas de sucção de água naquela piscina.”

Quem conhece o caso da Flavia, compreende a razão da transcrição que agora faço.Os acidentes com ralos de piscinas com poder de sucção anormalmente elevado, são, infelizmente, mais comuns do que se imagina.As consequências, para o jovem português (quando sofreu o acidente tinha idade semelhante à da menina de S.Paulo quando igualmente foi vitimada) foram menos gravosas, mas, ainda assim muito sérias. Esteve em coma, estado do qual saiu com graves consequências de ordem física, neurológica e psicológica. A Flavia, permanece em coma, com o seu belo, luminoso e gaiato sorriso escondido dos nossos olhos.

E o que impressiona nestas notícias é que parece que as responsabilidades são sacudidas como quem sacode uma mosca do casaco.
Eu posso ser muito ignorante, tanto em matéria jurídica como em matéria técnica. Mas não me consegue entrar na cabeça que exista um dispositivo numa piscina que é capaz de aprisionar, qual armadilha sinistra, um corpo humano, de modo a causar-lhe lesões graves, sem que haja alguém que seja culpado.

Já andei pela Internet e verifiquei que há possibilidades de colocar sensores nesses ralos de modo a fazerem parar automaticamente a sucção, quando algo fica aprisionado na grelha. Isto, para além da obrigatoriedade da observação de normas sobre a graduação do poder de sucção das bombas de limpeza.

E mais: sendo as zonas das piscinas onde há ralos, potencialmente perigosas, por que não estão devidamente assinaladas e por que não há aviso a alertar para esses perigos? E por que esses ralos não estão protegidos por qualquer uma armação exterior que impeça um corpo de ficar aderente ao ralo? São perguntas que um ignorante como eu gostaria de ver esclarecidas.

Se o Meritíssimo Juiz diz que a arguida de Coimbra não sabia de sucção, como pôde estar à frente de um equipamento onde esse dispositivo estava montado?

Será que o gerente de um restaurante, é dispensado de conhecer as normas de segurança contra incêndios, por exemplo? Ou o gerente de uma discoteca pode ignorar planos de evacuação?E se for assim, o que me parece, com o devido respeito, algo de muito questionável, quem será, então responsável? Quem monta os equipamentos? O promotor do espaço? O gerente?Não sei quem será. Mas alguém há-de ser.Há vidas em perigo, há vidas destroçadas e isto não pode ficar impune."


Nota: são meus os negritos do texto.

No caso do acidente com Flavia, até hoje, apesar dos 10 anos de batalha judicial nos tribunais de São Paulo e agora em Brasília, ainda não consegui que um juiz e agora ministros, condenem a empresa JACUZZI DO BRASIL como co-responsavel pelo acidente com Flavia. Esta empresa, fabricante do ralo de piscina que sugou os cabelos de Flavia, conforme venho escrevendo aqui, vendeu o equipamento de sucção (conjunto motor-bomba-filtro) sem qualquer orientação sobre sua eventual periculosidade, caso o equipamento fosse instalado em desproporção com o tamanho da piscina.

E porque os acidentes com ralos de piscinas têm ficado impunes, eles continuam acontecendo no Brasil e no mundo, E conforme documentado neste blog esses acidentes não acontecem apenas com crianças, o que põe por terra o argumento de que faltou vigilância dos pais, até porque, os pais não têm como saber se a piscina onde seus filhos brincam está ou não com o sistema de sucção super dimensionado.

É urgente que negligências sejam punidas para que não continuem acontecendo. É urgente que a justiça se faça. Para Flavia, e para todos que dela precisam.

Até o próximo post.

O estado de coma e os estímulos sonoros

- 24 de maio de 2008
Já mencionei em alguns posts aqui publicados, da importância de se conversar com pessoas em estado de coma, pelo estímulo auditivo que isto significa. Na verdade "conversar" com alguém que não tem mais condições de verbalizar uma resposta, não é difícil, e basta usarmos um pouco a nossa imaginação. Pode-se apenas ir dizendo à pessoa o que estamos fazendo ali perto dela, naquele momento. Quando vou cuidar de Flavia, digo a ela, por exemplo: ”Filha, vou escovar seus dentes agora” e aí posso desenvolver uma conversa sobre como os dentes dela estão bem cuidados e sem uma única cárie sequer e de como Dra. Mirian, sua dentista, tem elogiado eu e Masé por cuidarmos bem da higiene bucal de Flavia. Tenho por hábito ir contando à Flavia o que acontece em seu blog, o número de visitantes, os links, quem comentou o que, etc.. Posso também contar para ela sobre o último filme que vi, a última peça de teatro que assisti, ou o nome das músicas que acabei de gravar no Ipod que ela ganhou da madrinha Claudine, no seu aniversário de 20 anos, em Dezembro passado. Procuro falar coisas positivas, do tipo “alto astral” como se diz. Assunto é o que não me falta para conversar com Flavia e assim proporcionar a ela, ouvir o som de minha voz, mas não só.

Flavia tem recebido com freqüência, de nosso amigo António, do blog Peciscas, de Portugal, mensagens sonoras que coloco para ela ouvir, enquanto trabalho no blog aqui no quarto dela, de onde escrevo agora.

Devidamente autorizada por António, publico agora uma dessas mensagens sonoras que ele gravou para Flavia. A música, parcialmente cantada nesta gravação é “Fonte das Palavras” da banda portuguesa “Cabeças no Ar”.

Eventualmente, dependendo do programa de som instalado em seus computadores a gravação não será ouvida, mas acredito que a maioria de vocês conseguirá ouvir António conversando com Flavia. Adianto que esta gravação tem em torno de quatro minutos. Para ouvir clic no primeiro comando à esquerda do player.




Nota: Infelizmente com o passar do tempo os players vão deixando de funcionar nos blogs. Como foi o caso deste aqui. Uma pena.

António, não tenho palavras para te dizer o que o teu gesto de atenção amizade, e afeto com Flavia, significa para mim. E sei, tenho absoluta certeza António, que esta onda de carinho que vem de ti e de todos os que passam por este blog e nos divulgam e nos apóiam, significa muito para Flavia também.

Um abraço pra todos vocês e até o próximo post.

Post Sonoro: A voz nos aproximando.

- 1 de abril de 2008
Este post sonoro é a entrevista feita comigo por meu amigo António do blog Peciscas, de Portugal e que ficou lá no blog dele de 28 a 31.03.2008. Para quem ainda não ouviu, deixo aqui a entrevista.

Para ouvir, clic na setinha do play, a primeira da esquerda.


Este recurso do post sonoro é muito interessante. Nós que nos conhecemos através da palavra escrita, temos agora a oportunidade de nos aproximar um pouco mais através do som de nossa voz. Agradeço ao António pela oportunidade e a vocês por me ouvirem.

Nota:  Os comentários, desde que respeitosos, são bem vindos e até um estímulo para mim que faço deste blog a minha mídia, a minha janela para o mundo, e que de alguma forma é a voz de Flavia.. Entre, diga seu nome e dê a sua opinião. Aproveitemos esta facilidade existente nos blogs - interagir uns com os outros, de forma gentil, solidária, amiga. E desta forma estaremos dignificando o uso da Internet. Muito obrigada.


Um abraço e até o próximo post.

FLAVIA, TENDO SUA HISTÓRIA DIVULGADA

- 8 de novembro de 2007
Nota: Nesta data, 17.11.2010, verifiquei que nem todos os links deste post estão funcionando. Oportunamente isto será por mim corrigido. Obrigada pela compreensão.

AGRADEÇO a todos vocês que têm divulgado, linkado, visitado e comentado o blog de Flavia.Comentários depreciativos – deixados em outros blogs, existem, mas são poucos.

- Uma mulher me acha histérica e negativa e diz não acreditar que ralos de piscina sejam perigosos. - TATA, Eu não invento, eu documento. Leia o que tem sido publicado sobre esses acidentes. E não é absolutamente minha intenção “apavorar” ninguém, apenas ALERTAR e tentar conscientizar. E tenho deixado claro, que não são todos os ralos que oferecem perigo, apenas aqueles que estejam funcionando de forma irregular. O problema é que muitos estão nesta condição. Os acidentes causados por ralos com excesso de sucção, e documentados no blog, comprovam isto.

- Outra mulher diz que alertar para o perigo dos ralos de piscinas, tudo bem, mas quanto a reclamar sobre a indenização de Flavia, isto deveria ficar “entre a mãe, o advogado e a justiça”. – Senhora, este triângulo já existe há NOVE ANOS, e mesmo com todo o esforço e competência de nosso advogado, os juízes que até agora atuaram neste caso, não lhe deram uma sentença digna. Flavia precisa de cuidados e eu preciso pagar para que ela os tenha. Uma indenização de valor infinitamente menor do que aquela pleiteada, NÃO CONDENA, os culpados, e NEM PROTEGE Flavia ou qualquer outra vítima de um acidente de proporções tão devastadoras. Acredito que não é apenas entre "a mãe, o advogado e a justiça" mas principalmente entre a JUSTIÇA e AS VÍTIMAS, e Flavia, todos sabemos, é apenas um exemplo de muitos outros, que não têm condições de se expressar nem de exercer a sua cidadania.

AGRADEÇO aos que entenderam, felizmente a grande maioria, que aqui eu não estou para me lamentar, para choramingar e tampouco para despertar pena ou piedade nas pessoas. Flavia não precisa disso, mas precisa e SEM DEMORA - de RESPEITO, PROTEÇÃO E JUSTIÇA.

Quero deixar agora com vocês, alguns exemplos dos que entenderam o porquê da existência deste blog:
PECISCAS – (Portugal)
Flavia, ... é um dos “blogs especiais” mostrados no “Viagens na Minha Blogosfera.”
Clique aqui e veja o vídeo. ( dois minutos).
Peciscas, você já divulgava Flavia, e agora mais esta atenção. Um abraço nosso.

DAVID SANTOS de Portugal, incansável, continua divulgando, e em vários idiomas, esta história de uma brasileirinha, que em coma, aguarda HÁ NOVE ANOS que a justiça brasileira CONDENE os responsáveis pelo acidente a lhe pagar uma indenização, NÃO SIMBÓLICA como já acontecido em duas sentenças, mas uma indenização condizente com a gravidade do acidente e adequada às suas necessidades especiais, necessidades estas, que Flavia só passou a ter, após o acidente. David, você e meus "amigos portugueses" têm sido muito presentes.Obrigada.

Fez um banner e um vídeo com uma música para Flavia. Clique aqui para ver. Mark, apesar do nome assustador, você deve ser um doce de ser humano e pode estar certo de que Flavia vai gostar de sua música.

CENTRAL PERK – de Patricia Sanches - Americana - São Paulo - Brasil.
Nove anos - Post do dia 04.11.2007
Li no Querido Leitor e repasso, como forma de demonstrar minha indignação.http://flaviavivendoemcoma.blogspot.com/

"Pense no que fez e viveu nos últimos 9 anos de sua vida. E tente imaginar como teria sido passar esse tempo convivendo com a dor e brigando por justiça.Lentidão e impunidade. A nossa justiça vai ser assim pra sempre? "
Patricia, comoveu-me sua SENSIBILIDADE.

Texto extraído do blog QUERIDO LEITOR de Rosana Hermann - São Paulo - Brasil
"pensar Engrandece, Ina
Dani me avisou nos comentários, que o Alexandre Inagaki, do Pensar Enlouquece, havia feito um post sobre o blog Flávia, vivendo em coma. Além do texto brilhante e sensível, como sempre, Ina também fala do caso de Ana Virginia. Você vai ver lá. Ao terminar de ler o texto do Alexandre, voltei para o blog da Flavia e vi um agradecimento de sua mâe à Anelize, que está divulgando o blog entre amigos. Não pude evitar que as lágrimas rolassem depressa, já que estavam represadas há vários dias. E fiquei pensando que este encadeamento de pessoas que os blogs, as redes sociais, a Internet, enfim, permite é a forma mais bonita e eficiente que existe de disseminar os valores e sentimentos comuns que nos fazem humanos. Valores como o senso de justiça, a solidariedade, a amizade. A você, a todos, fica aqui todos os nossos 'muito obrigados' não ditos ou escritos mas que certamente fazem o coração palpitar em busca de mais vida para todos nós. "

Texto extraído do blog
PENSAR ENLOUQUECE de Alexandre Inagaki – São Paulo - Brasil
Os casos de Flavia Souza e Ana Virgínia
De link em link, acabo tomando conhecimento de histórias que, em tempos pré-blogs, dificilmente ficaria sabendo. Hoje, por exemplo, ao navegar pelo Querido Leitor, fiquei estarrecido com a história relatada por um e-mail que a Rosana Hermann recebeu de sua leitora Anelize Salvagni. Por meio dele, soube da história de Flavia Souza Belo, que no dia 6 de janeiro de 1998 desceu com seu irmão Fernando para ir nadar na piscina do prédio em que moravam, no bairro de Moema, em São Paulo. Os cabelos de Flavia, que na época tinha 10 anos de idade, foram sugados pelo ralo da piscina, e ela passou longos minutos debaixo d'água. Em conseqüência desse absurdo incidente, Flavia sofreu graves lesões em seu cérebro e permanece em estado de coma profundo até hoje.

Sua mãe, Odele Souza, criou um blog intitulado Flavia, Vivendo em Coma, com o objetivo de divulgar outros casos semelhantes de acidentes causados por ralos de piscinas. O blog é também um meio de protestar contra a lentidão da Justiça brasileira, que até hoje não puniu os (ir)responsáveis pelo danos afligidos a Flavia: os administradores do condomínio onde moravam e a empresa fabricante do ralo.

No espaço de comentários do Querido Leitor, o leitor Henrique citou um caso semelhante, mas que felizmente teve um final feliz: Jonatas Abbott, empresário que, enquanto trabalhava no salão de eventos de um hotel em Salvador, quase perdeu o seu filho, Gustavo, de 6 anos de idade. E mais uma vez por causa do ralo de uma piscina. Por sorte Gustavo, que teve o seu braço sugado até a altura do ombro pelo ralo, foi salvo por alguns hóspedes do hotel. Jonatas relatou todos os acontecimentos no post "Aos heróis que salvaram a vida do meu filho".

Eu, que não sabia do risco que ralos mal regulados e mal instalados podem causar, descobri mais histórias dramáticas no blog da mãe de Flavia. Dentre elas a de um certo motel em São Paulo no qual duas mulheres, uma em 2001 e outra em 2005, já teriam morrido afogadas por causa da bomba de sucção do ralo da piscina de uma de suas suítes. Bem, o caso é que o tal motel permanece funcionando normalmente (e cobrando diárias nem um pouco prazerosas). É de se perguntar: que providências a Justiça brasileira tomou a fim de punir os culpados por uma negligência criminosa e, mais nonsense ainda, reincidente?

DE CARA PRA LUA de Susan - Rio de Janeiro - Brasil
Reprodução integral do penúltimo post de Flavia - SOLIDARIEDADE SEM FRONTEIRAS.
Susan concordou em uma vez por mês publicar um post sobre Flavia. Uma ajuda e tanto.

O blog FLAVIA, VIVENDO EM COMA é o resultado de meu trabalho. A repercussão é o resultado da solidariedade de vocês. MUITO OBRIGADA.
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