Este blog, criado em janeiro de 2007, é dedicado à minha filha Flavia e sua luta pela vida. Flavia vive em coma vigil desde que, em 06 de janeiro de 1998, aos 10 anos de idade, teve seus cabelos sugados pelo sistema de sucção da piscina do prédio onde morávamos em Moema - São Paulo. O objetivo deste blog é alertar para o perigo existente nos ralos de piscinas e ser um meio de luta constante e incansável por uma Lei Federal a fim de tornar mais seguras as piscinas do Brasil.

Pessoas sem mobilidade - amenizando as deformidades

- 8 de outubro de 2017
  A mão de Flavia, apoiada em um bichinho de pelúcia.
Algumas das muitas alternativas para se colocar nas mãos de pessoas sem mobilidade.


Por vezes, vejo pessoas que perderam a mobilidade, ficar com as mãos atrofiadas, por falta de movimentos. Mesmo para quem faz fisioterapia diária como é o caso de Flavia, as temidas deformidades em maior ou menor grau, acabam por acontecer.

Para amenizar esse problema, além do uso de órteses ortopédicas, infelizmente quase sempre muito desconfortáveis, pode-se fazer uso de alguns artifícios que ajudam bastante.

Flavia usa as órteses para posicionamento de mãos e pés, duas horas pela manhã e duas horas à tarde. No caso das mãos, quando Flavia não está usando as órteses, coloco nas mãozinhas dela, bichinhos de pelúcia, pequenos o suficiente para ter ao mesmo tempo eficácia e conforto.

Na segunda foto, temos um cone e duas bolinhas que coloco nas mãos de Flavia alternando com os bichinhos de pelúcia. As bolinhas são mais difíceis de ficarem muito tempo sem que se precise reposicioná-las, mas é uma alternativa importante até para que a pessoa possa ter uma experiência tátil diferente.

As alternativas são várias. Até mesmo uma toalhinha felpuda e macia, enrolada pode ser colocada nas mãos da pessoa sem mobilidade, de forma que ela possa sentir que está segurando algo e assim evitar que as mãos fiquem muito fechadas e rígidas, o que além de desconfortável, com o tempo pode-se ter aí uma deformidade instalada e portanto, sem volta.

Fica aqui a sugestão.

Forte e carinhoso abraço pra você que está lendo este post.

Meu nome não é Odete, como algumas pessoas escrevem nos comentários, é Odele, com L e não com T.
Obrigada.

2 comentários

  1. Boas dicas que dás minha amiga e é sempre útil vir aqui.

    Vejo coisas idênticas no lar onde está a minha mãe. Ela ainda faz o seu croché, escreve, lê muito, dobra os guardanapos de papel para uso no lar. Mas tem colegas que já sem mobilidade alguma muitas vezes vejo-as com bolas na mão e algumas ainda conseguem apertar. O mais engraçado é que quando as deixam cair quem é que as apanha? O Ruca um cão de pequeno porte e que depois apoia-se na senhora e deixa-a no colo e ladra...como a querer dizer: faz outra vez.

    Obrigado pelo teu forte abraço que me soube lindamente e retribuo em dobro. Mil beijos em Flavia

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  2. Todos estes cuidados que tens coma Flavia são, para além de tudo o mais, enternecedores. E fazes aqui uma coisa que nunca é por de mais enaltecer;a divulgação dos conhecimentos que tens acumulados no tratamento de pessoas com mobilidade reduzida. Os teus conselhos já têm sido úteis a muita gente.

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