Este blog, criado em janeiro de 2007, é dedicado à minha filha Flavia e sua luta pela vida. Flavia vive em coma vigil desde que, em 06 de janeiro de 1998, aos 10 anos de idade, teve seus cabelos sugados pelo sistema de sucção da piscina do prédio onde morávamos em Moema - São Paulo. O objetivo deste blog é alertar para o perigo existente nos ralos de piscinas e ser um meio de luta constante e incansável por uma Lei Federal a fim de tornar mais seguras as piscinas do Brasil.

(IN) Justiça brasileira: Mais um caso de vergonhosa lentidão.

- 27 de abril de 2010
21 anos depois (!!!) de um crime covarde, o julgamento do assassino da estudante universitária Maristela Just é marcado, quase à data da prescrição do crime. O julgamento tardio acontecerá nos próximos dias 13 e 14 de Maio.

Enquanto demonstramos nossa indignação com essa lentidão DESRESPEITOSA de nossa justiça, vamos esperar que mudanças – urgentes - ocorram em nossas leis, para que haja - com rigor e celeridade - punição para quem comete crimes, de forma a trazer pelo menos um pouco – um pouco que seja – de paz a quem perde um ente querido em crimes que jamais deveriam prescrever.
Prescrição de crime?! Esquecem os senhores que julgam e fazem as leis em nosso país, que a dor de quem perde um filho, não prescreve nunca.

“POSTADO ÀS 17:40 EM 26 DE ABRIL DE 2010
Nos próximos dias 13 e 14 de maio, haverá o julgamento do assassinato da estudante universitária Maristela Just pelo seu ex-marido, o comerciante José Ramos Lopes Neto, ocorrido em abril de 1989. A família, que já luta há 21 anos para que o processo seja devidamente julgado, está mobilizando toda a sociedade a voltar sua atenção ao caso, que prescreveria no próximo mês de julho. O processo será julgado na 1a. vara do Fórum de Jaboatão dos Guararapes, onde será submetido a júri popular.”

Mais no blog de Glória Perez e no blog do caso de  Maristela Just

Meu nome não é Odete, como algumas pessoas escrevem nos comentários, é Odele, com L e não com T.
Obrigada.

14 comentários

  1. Infelizmente, a lei acaba sendo só um reflexo do nosso povo não exigir os nossos direitos...

    Fiquem com Deus, menina Flavia e Odele.
    Um abraço.

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  2. Rezemos por justiça! É a via q ainda nos resta...
    Bjo gde!

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  3. Odele, a injustiça nos deixa indignados, assim como as coisas da nossa política. Não sei onde tudo isto vai parar, só nos resta rezar.

    Como está a Flavinha?
    Bjim pra ti e pra ela.

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  4. Por cá também é pouco assim e o povo come e cala.

    Uma diferença entre a vossa e a nossa: todos os casos mostram a cara de quem cometeu o crime mas sempre protegendo a privacidade da vitima- o que acho bem!

    Cá quando apanhados e passam nos midia ninguém os vê porque vão todos tapados com os blusões.

    21 anos é demais e quer aí, quer por cá...continuamos a comer e a calar!!!!!!

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  5. Boa noite Odele,
    é vergonhoso ter que esperar tantos anos para ver o assassino de um filho na cadeia, é vergonhoso e revoltante!

    Beijinhos para si e Flavinha,
    Ana Martins

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  6. Isso dá muita raiva :/
    Durante 21 anos esse assassino viveu muito. Uma vida que Maristela não teve direito a viver.
    Eu não entendo de justiça, mas, se o assassino recorrer à sentença conta comos e começasse do zero ou o crime pode prescrever?
    (Iole Godinho)

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  7. Odelem infelizmente essa nossa justiça não se move em favor de quem rpecisa. São tantas coisas q precisam mudar, mas tenhamos força.

    Eu não conhecia o caso de Maristela Just, assim como não conhecemos o de milhões de brasileiros espalhados por esse país.

    Estejamos atentos.

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  8. Ola Odele! Conheci seu blog hoje e o devorei em algumas horas como a um livro. Fiquei extremamente tocada com a história, chorei em vários posts e realmente fiquei preocupada com a historia dos ralos de piscina. Na academia da esquina da minha casa, onde eu fiz hidroginastica quando grávida, o ralo de sucção é sabidamente um perigo. Desde o primeiro dia a professora avisou que nao chegassemos perto pois "aquele ralo arrancaria-nos um pedaço". Ela tampa o mesmo com uns bichinhos para evitar acidentes. O que mais me deixa indignada é que o dia inteiro aquela mesma piscina é usada para natação infantil. Não sei o que fazer sabendo da sua história e conhecendo um lugar que nos oferece o mesmo perigo. Amanhã mesmo tentarei ligar para a tal academia e falarei sobre isso, mas tenho certeza que será em vão. As pessoas só tomam atitudes depois de acidentes mesmo.
    Um beijo para a Flávia ...ela é muito linda

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  9. Se consolasse Odele, a justiça brasileira é quase igual para todos. Muitos processos do tempo do FHC passaram 12 anos para serem concluidos.

    Isto me indigna, e agora tenho que ouvir e ver as campanhas deles na TV. Semana passada pensei em você quando vi a propaganda. E pensei como seria a propaganda se usassem sua situação e a de Flávia como exemplo.

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  10. Indignação, sofrimento e dor, essa é a realidade de milhares de brasileiros que penam em busca de justiça no Brasil, é preciso reunir forças para mudar essa realidade.

    Obrigada Odele pela iniciativa deste blog, que não é apenas desabafo, mas presta um serviço de utilidade pública!

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  11. é realmente vergonhoso ... tanta lentidão ... tanta injustiça ...

    também hoje em Portugal, foi lida a sentença, sobre a morte duma grávida e seu bébé, ocorrida à 18 anos atrás ... morte ocorrida por negligência do serviço público, que foi hoje condenado, 18 anos depois, a pagar uma indemnização de cerca de 243 000 euros à família ...

    bjs

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  12. oi ...

    o comentário anterior é meu.

    bjs

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  13. Oi, Odele

    Só hoje vi este post. Além da morosidade da justiça, traz a tona outra triste realidade do nosso país: a violência doméstica contra a mulher. Há algum tempo escrevi no blog sobre o tema.

    Desejo à família de Maristela que, apesar de tanto tardar, a justiça também não falhe neste caso...

    http://mataashta.blogspot.com/2010/01/luciana-casou-na-quinta-feira-com.html

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  14. Nunca ouvi falar sobre o caso da Maristela. Prescrição nunca deveria existir. Isso, infelizmente, só pode ser coisa de um país onde tudo se dá com jeitinho, o tal "jeitinho brasileiro". Como o assassino consegue viver solto olhando para os filhos que quase os matou? Como sentem os filhos nessa situação? Que a justiça não seja cega! E seja rápida!

    Odele, agradeço por expor o caso aqui. Afinal, tem tanta coisa que muitos não imaginam o sofrimento dos outros. Um abraço para você e a Flavia!

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