Piscina do Centro de Treinamento da
Sodramar – Diadema – São Paulo
Nesta segunda-feira, dia 16, estive visitando a empresa
Sodramar, fabricante de piscinas e produtos afins, em Diadema, São Paulo e tive autorização para fotografar o Centro de Treinamento que a empresa mantém para lojistas e funcionários. Fiquei muito bem impressionada com os cuidados que a Sodramar mantém com a segurança de seus produtos. Seria impossível colocar tudo o que vi em um único texto, portanto, aos poucos, e alternadamente com outros posts, irei me utilizando aqui do material que fotografei.
Reparem que nesta piscina, além dos drenos laterais, há DOIS drenos (ralos) de fundo. É assim que deve ser. Uma piscina deve ter no mínimo DOIS drenos de fundo para que a força de sucção seja bem distribuída e não cause acidentes, como eventualmente, sugar cabelos e partes do corpo humano, como temos - com certa freqüência - visto acontecer. No entanto, o que se percebe é que muitas piscinas possuem apenas um dreno de fundo, como no caso da piscina onde Flavia sofreu o acidente. E se esse dreno de fundo estiver fora dos padrões de segurança, como por exemplo, superdimensionado – como no caso da piscina onde Flavia sofreu o acidente, o perigo para os usuários passa a ser infinitamente maior.
Não posso entender e muito menos aceitar, como é que piscinas - estejam elas onde estiverem - possam funcionar com seus sistemas de sucção fora dos padrões de segurança. Não posso entender e muito menos aceitar que empresas e pessoas que mantêm essas piscinas funcionando sem os imprescindíveis cuidados com a segurança, continuem com suas negligências sem que sofram punições severas pelos acidentes graves e fatais que seus produtos causam aos usuários. Além do acidente que deixou Flavia em coma vigil irreversível, - como sabem quem nos acompanha - estão documentados neste blog, vários outros acidentes causados por ralos de piscinas funcionando de forma irregular, acidentes estes ocorridos por todo o mundo: Brasil, Portugal, Estados Unidos, Tailândia... A negligência que não é punida, tende a se repetir.
Até o fim de minha vida, e todas as vezes que eu olhar para minha filha, imóvel e inconsciente – EM COMA VIGIL - vou defender este ponto de vista, porque é nisto que acredito: O fabricante de piscinas e de seus respectivos equipamentos de sucção, (motor, bomba, filtro) TEM SIM, o dever e a obrigação de se preocupar em corretamente orientar os seus clientes sobre o potencial perigo de seus equipamentos, caso sejam instalados e mantidos de forma irregular. A informação, o conhecimento técnico, é o fabricante quem tem. Portanto, a obrigação de orientar também.
Como sabem os leitores deste blog, o fabricante da bomba e do filtro da piscina que sugou os cabelos de Flavia, deixando-a em coma vigil irreversível, a empresa
Jacuzzi do Brasil, depois de mais de 10 anos de luta nos tribunais de São Paulo e Brasília, onde, para se defender, colocou a culpa do acidente em mim, mãe da vítima, chegando a me chamar de “mãe relapsa”, NÃO FOI CONDENADA pelo acidente causado à Flavia.
Pelo fato da Jacuzzi não ter orientado em seus manuais sobre o risco
do tipo de acidente causado à Flavia, (sucçao dos cabelos pelo ralo) sempre vou considerá-la co-responsável (junto com o condomínio) por este acidente que destruiu a vida de minha filha. Mas ao contrário do que penso e do que julgou o Ministro do Superior Tribunal de Justiça em Brasilia ( Luis Felipe Salomão – voto vencido por 5 a 1) a justiça não considerou a Jacuzzi culpada pelo acidente. (Aqui:
FLAVIA, UM CASO TRÁGICO, UMA SUCESSÃO DE ERROS)
Infelizmente, é como diz o meu amigo
Peciscas de Portugal, no vídeo que está ali, na lateral deste blog, e que já se aproxima das 50 mil visualizações no YOU TUBE: “...mas a justiça nem sempre cumpre o seu dever essencial de proteger os mais frágeis contra prepotências e agressões...”.
E assim continuamos a assistir novos acidentes causados pela forte sucção de ralos de piscinas fora dos padrões de segurança. E assim continuamos a ver pessoas – principalmente crianças - serem vítimas de acidentes causados por ralos de piscinas irregulares. A negligência que não é punida, tende a se repetir...
Até o próximo post.