Este blog, criado em janeiro de 2007, é dedicado à minha filha Flavia e sua luta pela vida. Flavia vive em coma vigil desde que, em 06 de janeiro de 1998, aos 10 anos de idade, teve seus cabelos sugados pelo sistema de sucção da piscina do prédio onde morávamos em Moema - São Paulo. O objetivo deste blog é alertar para o perigo existente nos ralos de piscinas e ser um meio de luta constante e incansável por uma Lei Federal a fim de tornar mais seguras as piscinas do Brasil.

FUGINDO DA IMPRENSA.

- 19 de janeiro de 2007
O movimento no dia do acidente nas imediações do prédio onde morávamos, a presença do carro do corpo de bombeiros e do helicóptero, chamaram a atenção da imprensa. O sindico do prédio me orientava a não dar entrevistas e eu, naquele momento sem entende porque, e sem capacidade de discernimento, assim o fazia. Mais tarde eu iria entender o motivo pelo qual o síndico não queria que falássemos com a imprensa. Ele sabia que o sistema de sucção da piscina estava irregular, o que só mais tarde seria provado por de laudo pericial técnico, elaborado por perito designado pelo juíz da 8a.Vara Cívil, devido a processo que eu abriria para averiguar responsabilidades no acidente que deixou Flavia em coma.

Mesmo com a recusa do síndico do prédio em dar entrevistas, alguns repórteres conseguiram publicar reportagens sobre o acidente, por exemplo a Tv Bandeirantes e a Folha de São Paulo.
O artigo acima foi publicado pelo jornal "O Estado de São Paulo" do dia 08.01.1998.

A qualquer momento que eu saisse de casa, lá estavam os repórteres na portaria do prédio tentando falar comigo ou com qualquer outro membro da família. E eu sempre fugia da imprensa, sem nem mesmo procurar entender porque fugia. Passado algum tempo eu me daria conta de que teria sido melhor ter botado "a boca no trombone" naquele momento, pois sabemos o peso e a importância que tem a imprensa na divulgação de fatos. Muitas vezes é o trabalho da imprensa que dá notoriedade a um acontecimento, contribuindo para que as autoridades pensem duas vezes antes de tratarem o assunto com descaso. Mas no momento em que uma tragédia nos atinge, é possível que fiquemos atordoados e nossa capacidade de discernir, fica também comprometida. Confesso, fiquei atordoada, amendontrada, sem chão.

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